Confesso que andar de ônibus não é lá meu programa favorito, ainda mais quando tem-se que ficar dentro desse automóvel durante mais de 1h, fora o tempo de espera que normalmente é absurdo de grande. Bem, fato é que não vim aqui para reclamar desse meio de transporte tão imprescindível na minha vida, vim contar mais um divertido momento que pude passar ao utilizá-lo.
Ao entrar no meu querido 1404B, sentei ao lado de uma moça, pedi o tradicional "Com licença" e ela me respondeu com um sonoro: "claro". Normalmente quando a gente pede licença pra sentar no banco, é mais por uma gentileza de: "alow, não vou invadir seu espaço e peço autorização para dividir o banco com você". Mas essa moça ao contrário das tradicionais e discretas balançadinhas de cabeça de ok, ela fez questão de mostrar-se atenta. Nada que tenha me incomodado, pelo contrário, mostrou-se bem disposta numa baita segunda-feira.
Ela me deu sua companhia por apenas 02 pontos, mas deixou com uma sensação de que eu teria uma agradável viagem se ela me acompanhasse mais um pouco. Ao ver minha sapatilha, ela falou:
- Verde. Verde é esperança não é?
E eu disse que sim. E ela novamente:
- Engraçado não é, tantas cores por aí e a gente nem sabe o que elas significam.
Sem saber muito bem o que dizer, porém envolvida com o assunto despretensioso, apenas concordei: É verdade.
Para concluir e deixar minha segunda mais colorida e alegre, ela pediu licença para se levantar e despediu-se:
- Tenha uma ótima semana.
Gente, foi uma conversa de 5 minutos, mas essa moça estava tão calma, tranquila de si e realizada, que brilhava. E sua alegria, tão sincera e descomplicada, fez com que eu me lembrasse exatamente de nossa conversa e de seu jeito feliz da vida. Precisamos mesmo ver mais cores em nossa vida, uma segunda-feira cinza, pode se tornar verde de esperança, trazendo dia após dia, alegrias e realizações. De fato, minha sapatilha não era verde, e sim, azul. Mas que diferença isso faz não é mesmo? Eu vi cores em você.
Andar de carro é muito bom, não pelo estresse do trânsito (que aumenta 1000 vezes), mas pelo conforto e rapidez em chegar-se ao seu destino, porém, cruzar com essas pessoas, reconhecer rostos, ouvir histórias do casal que senta atrás de mim no ônibus, ou encontrar no salão aquela moça que sempre volta do trabalho com sua mãe ... são sensações que aliviam minha mente, me fazem relaxar e me mantém conectada às pessoas, à suas vidas e sua rotina.
Essa segunda-feira foi realmente diferente, sentou um rapaz ao meu lado que pasmem, tinha um relógio-celular (se é que isso existe). Era um mini PALM, em que ele conversava com uma mulher e depois ouviu rádio. Gente, o relógio só faltava mostrar as horas, porque de resto, ele fazia tudo! Fiquei tão afim de pedir pra tirar uma foto do relógio, parecia um objeto do Inspetor Buginganga, era sensacional! Morri de vontade de tirar uma foto meio disfarçadamente, mas quando peguei meu celular para tal façanha, a bateria apitou e me avisou que não era suficiente para tirar uma SIMPLES foto. Como? Meu ultra, power, mega e moderno Galaxy 5 com sistema Android não teve a capacidade de poupar um pouquinho que fosse de bateria pra eu tirar uma fotinha??? Shit!Pra fechar a noite, a Punky a levada da Breca (hoje com seus 20 e poucos anos) estava sentada em minha frente, mas claro, não deu pra registrar porque meu celular optou por não colaborar!
Boa semana a todos, bem verdinha ... cheia de esperança de dias melhores!






